quarta-feira, 10 de março de 2010

Um plano para Florianópolis


Comunidades não aceitam farsa montada pela prefeitura

A ilha de Santa Catarina, que é parte de Florianópolis, esta capital adorável que leva o nome de um tirano, sempre foi conhecida por suas belezas naturais. São 42 praias, algumas delas ainda belíssimas, quase sem a depredação humana. Por conta disso, nos anos 80 começou uma grande explosão migratória de gente que queria viver num lugar que tivesse todas as modernidades de uma capital, mas que conservasse aquele ar provinciano de um lugar pequeno. Por ser uma ilha - 424 quilômetros quadrados/ 54 km de comprimento por 18 de largura - logo, finita, as pessoas que para aqui vieram acreditavam que a vida seria sempre como foi: pacata, segura e cheia de beleza. Mas, hoje, com 408 mil habitantes e 250 mil carros, a cidade é cotidianamente um caos, com apenas algumas “ilhas” de conforto reservadas aos donos do capital. Quando chega o verão, o caos triplica, com a ilha chegando a abrigar um milhão de pessoas, que disputam a péssima malha viária, a água e a luz.

Por conta de todos os problemas causados pela ocupação desordenada da ilha, somado ao turismo predador, as comunidades vivem em pé de guerra com o poder público, porque, como é sabido, os governantes, no mais das vezes, não estão nem aí para as gentes. Eles governam para um grupo específico de pessoas “os ricos” e a maioria da população precisa ganhar na luta aquilo que é seu direito. Agora, neste ano de 2010, uma batalha de titãs está para ser travada: é a do Plano Diretor, construído durante três anos pelas comunidades organizadas. Nele, a população exige, entre vários pontos, o fim da verticalização da ilha, o respeito ao ambiente natural e a melhoria da mobilidade urbana. Mas, a prefeitura, depois de incentivar a participação de todos, contratou uma empresa/fundação de fora da cidade que será a responsável pelo desenho do Plano Diretor. Isso gerou revolta entre as gentes que prometem fazer barulho se a proposta feita por elas não for acatada.

A última ação da prefeitura, por exemplo, foi reunir na FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) um grupo de pessoas que nunca participou do processo do plano diretor, mas que foi convidada a dar palpites no último minuto do “segundo tempo”. Segundo Ataíde Silva, da Associação dos Moradores do Campeche, era uma multidão de corretores de imóveis, especuladores e outros tipos jamais vistos no processo participativo e que certamente serão os que terão mais poder no fechamento do projeto final.

Prefeitura desrespeita a lei

A idéia do plano diretor participativo sempre foi uma reivindicação das comunidades e em 2006 foi acolhida pelo IPUF, órgão da prefeitura, sendo implementada a partir de audiências públicas oficiais. Depois, foram criados grupos gestores nos distritos e um grupo gestor municipal, tudo oficial e dentro da lógica da institucionalidade. Este processo todo durou três anos, com realização sistemática de reuniões nas comunidades, oficinas, encontros, debates. Durante este tempo todo, uma infinidade de gente saiu de suas casas, entregou suas noites, fins-de-semana e horas de trabalho para produzir um desenho ? o mais democrático e participativo possível ? das comunidades onde viviam. Tudo foi pensado. Como seriam as ruas, a mobilidade, o tamanho dos prédios, o saneamento. Porque a coisa mais racional para quem administra uma cidade é ouvir quem nela vive, pois nada melhor do que aquele que sofre o cotidiano e conhece seu lugar de morada para encontrar saídas para os problemas que surgem com o crescimento da cidade.

Mas, terminado este processo, depois de tudo pensado e decidido, a prefeitura decidiu entregar para uma empresa privada - preterindo inclusive seus próprios técnicos - o fechamento do plano. Não bastasse isso, para realmente fechar a proposta de organização da cidade, realizou outros encontros fora do que estava acordado, como, por exemplo, um no Hotel Castelmar, em horário comercial, e outro na FIESC. Ora, ao fazer isso a prefeitura privilegiava uma parcela da sociedade, os empresários, que muito pouco participou no decorrer dos três anos de discussão. Essa atitude provocou nas comunidades uma sensação muito forte de ilegitimidade. ?Nós vamos entrar na justiça para garantir o respeito ao que foi decidido pelas comunidades. Essa empresa só tinha que sistematizar o que a população pensou e não fazer outra coisa?, insiste Ataíde.

E foi justamente nestas duas reuniões que a CEPA (fundação contratada para fazer o plano) apresentou a proposta que choca com quase tudo o que as comunidades discutiram. No plano da empresa, apresentado inclusive em encarte no jornal de maior distribuição na cidade, a proposta principal é crescer. Ou seja, completamente na contramão das propostas atuais de organização urbana, que criticam o verticalismo e o crescimento exacerbado. Além disso, divide a cidade em zonas metropolitanas, de multicentralidade (que significa grande densidade populacional) e de patrimônio cultural (poucas comunidades no sul, na lagoa e no norte). Nas duas primeiras tudo está permitido em nome do progresso e nas culturais, alguma coisa pode se salvar.

No caso do bairro do Campeche, a CEPA estabeleceu que será uma zona de multicentralidade, podendo haver construções de vias expressas e prédios de mais de quatro andares. Mas, a comunidade não decidiu por isso. Pelo contrário. A proposta é de manter a via principal como está, e abrir espaço para ciclovias e outras vias de acesso a comércio, impedindo assim o crescimento sem medida e a imobilidade causada pelo excesso de carros. No que diz respeito a prédios também está vetada a verticalização. A comunidade tem bem claro que esta proposta dos empresários de encher o bairro com até 400 mil pessoas é um delírio só possível na cabeça de quem lucra com a construção civil. “Nossa comunidade só tem água para 180 mil pessoas. Não dá para brincar com os recursos naturais”. E isso se aplica a qualquer outra comunidade que esteja sob as vistas predadoras dos empresários da construção.

O que os lideres comunitários perceberam foi que a empresa ainda usou as informações dadas pela comunidade para valorizar certas áreas para a especulação. Exemplo: quando a população lutou por ter um parque na região da penitenciária, os que mandam na cidade decidiram alterar o zoneamento para aquela região, permitindo que fossem construídos prédios em volta da área do parque. E assim pode acontecer com outros espaços que historicamente são reivindicados pela comunidade. Nesse sentido, os ricos usam a luta do povo para tornar ainda mais valorizado os espaços que serão destinados a eles. É um jogo absolutamente desigual.

No projeto da CEPA, divulgado em jornal diário, tudo parece muito bonito, mas, nele, não aparecem as letras pequenas, no caso, o micro-zoneamento. Assim, um desavisado, ao ler as diretrizes pode achar que está tudo bem, uma vez que o discurso, como sempre, apela para a idéia de desenvolvimento, como se preservar e organizar a vida de maneira mais natural fosse coisa de louco. A empresa propõe conservação da paisagem, corredores de articulação da mobilidade, regiões de acelerada transformação e inovação (nome bem típico do neoliberalismo) e descentralização da ocupação. Mas, o panfleto não diz sobre como isso será feito e para o benefício de quem.

A reação popular

Para as comunidades que se debruçaram sobre o Plano Diretor durante três anos seguidos esta proposta da prefeitura é farsesca e ilegal. E, sendo assim, a única resposta deve ser a luta. Se a empresa contratada está apresentando apenas uma proposta de macro zoneamento, as comunidades já definiram o micro e o macro. Ou seja, como vai ser o sistema viário de cada lugar, que ruas devem ser criadas, como tem de ser as construções, quantos andares, que áreas precisam ser preservadas. As gentes que aqui vivem desde sempre sabem muito bem onde tem alagamento, onde verte a água, onde a chuva prejudica. O povo sabe do lugar onde está. E não vai permitir que sua palavra seja negada.

No caso do Campeche, já são vinte anos discutindo um plano diretor. E, desta vez, foi um processo proposto pela própria prefeitura. Não cabe, pois, faltar com a palavra. Ou o que foi decidido pela comunidade é posto em prática, ou se haverá de levantar em rebelião.

Isso vale também para a proposta de saneamento que está proposta no plano o qual prevê grandes obras, emissário jogando esgoto no mar e outras coisas faraônicas, só desejadas pelas empresas de construção. Já as comunidades decidiram que querem um saneamento alternativo, pequenas estações de tratamento nos bairros que não poluem rios nem o mar. As soluções existem e já foram colocadas no papel depois de inúmeras oficinas realizadas pelo Movimento Saneamento Alternativo (MOSAL) que reúne várias entidades e associações de bairros de Florianópolis. Sendo assim, não se permitirá qualquer mudança apenas para privilegiar o empresariado e os especuladores.

O meio ambiente

A cidade de Florianópolis é conhecida como um lugar mágico, de belezas inacreditáveis e a idéia dos empreiteiros é transformar o lugar num monstro de concreto. Mas, a população já decidiu que não quer isso. Pelo contrário, quer preservar o que tem de mais belo que é a natureza. Se, para isso for necessário sair da roda viva do progresso sem limite, muita gente está disposta a aceitar. O povo quer segurança, vida saudável, tranqüilidade e beleza. Pelo menos no Campeche isso já é decisão comunitária. E em outros lugares também, o que torna a proposta da prefeitura uma aposta na minoria rica que mal vive a cidade.

Mas, como a população da capital já viu escaparem os mega empresários que falsificaram licenças ambientais no que ficou conhecido como Operação Moeda Verde, levada a cabo pela Polícia Federal, as barbas estão de molho. Porque boa parte destas figuras está por trás dos planos da prefeitura. Eles estão pouco se lixando para a natureza ou para a segurança ambiental das pessoas. Querem lucros e nada mais. São os mesmos que privatizam os costões, os aqüíferos, que destroem a paisagem e erguem espigões. Alguns acabam tornado-se inúteis como os da Praia Brava, que era um dos lugares mais lindos da ilha e hoje é uma nesga de concreto. Foram tantos prédios numa destruição tão brutal daquele espaço que nada restou da beleza que havia. Já ninguém mais quer morar lá.

Agora, no Campeche, segundo informações do presidente da Amocam, a Casan, que está construindo a rede coletora de esgoto no bairro, autorizou a empresa privada que faz o serviço a colocar os canos nas ruas que passam por cima das dunas, portanto, ilegais, colocadas em área de preservação. “O que isso significa? Que valeu a pena invadir as dunas?”

O que precisa ficar claro para a população é que estão em questão dois projetos bem definidos. Um deles foi discutido e decidido democraticamente pelas pessoas que vivem nesta cidade, nos bairros, nas comunidades, num processo de longos anos. O outro foi desenhado a portas fechadas, por empresa alienígena, levando em conta apenas os interesses dos empresários, que em nada se encontram com os interesses da população.

Agora está posto o desafio para toda a população. Ou as gentes se acordam e defendem uma cidade onde se possa viver com segurança e conforto, ou a ilha de Santa Catarina estará fadada a acolher - nos empreendimentos pomposos - uma pequena fatia de ricos, em detrimento da destruição da vida da maioria.

Não precisa ser muito esperto para ver que os desastres ambientais, que estão acontecendo cada dia com mais freqüência, tem relação visceral com a maneira como os seres humanos organizam suas cidades. Casas coladas na beira-mar são levadas por tsunamis, prédios altíssimos desabam sob os temores de terra. Mas, nos lugares onde as construções são baixas e se respeita a natureza, os desastres sempre causam muito menos dano e as vidas e salvam.

Aos florianopolitanos cabe decidir por um bom viver para todos e não só para alguns.

12 comentários:

Lu Vieira disse...

Olá Elaine!

Conheci este texto por e-mail e gostei muito. Como informava a autoria, vim conhecer o seu blog. Até fevereiro deste ano, estava morando em Floripa. De fato, é preocupante os rumos que a Prefeitura está dando para a cidade. Torço para que os moradores não desistam de lutar. Além de apontar problemas e soluções para Florianópolis, o seu texto serve também para reflexão dos moradores de todas as cidades. Eu, por exemplo, diante de tanta corrupção, fujo da política. Ler aqui me fez pensar o quanto é importante o povo lutar contra os interesses pessoais dos políticos. É difícil, desanimador... Mas não podemos desistir de fazer alguma coisa. Um abraço e bom fim de semana.

theresa carlota disse...

Concorto plenamente. Fui ativa particpante por 25 anos d Associação de Moradores do Rio Vemelho, fui do CONSEG do Bairro (Conselho de Segurança), fui as reuniões dos Planos Diretores 1, 2, 3. No último agora, o quarto desistí, pois era claro q aquilo era pra enganar eleitor.

Pablo E. Vigneaux Wilton disse...

Não confunda as coisas, capitalismo não quer dizer ladroagem e muito menos favorecimentos, ao contrário do que se pratica no dia a dia, o capitalismo defende a livre concorrência e é totalmente contrário ao monopólio! Pela própria lógica do capitalismo, um empregado não pode ter um emprego com salário de escravo, já que não teria dinheiro para realizar compras e fazer o mesmo circular para as empresas e etc...
Questões como os desvios de verbas públicas, empresas/pessoas que se aproveitam de universidades, indivíduos que constroem onde querem e da forma que querem, funcionários públicos que não trabalham ou que se aproveitam das funções ou contatos para ludibriar leis ou serem favorecidos, propinas, SUSP... Em fim, todas estas questões do dia a dia que acabam esvaziando nossos bolsos (dinheiro público vem dos impostos) possuem raízes políticas e sociais, afinal de contas quem não escutou a verdade/brincadeira sobre se candidatar a vereador para ter uma vida fácil???
Sim, aqueles que se preocupam com Florianópolis (ou a cidade onde vivam) devem comparecer neste tipo de reunião e se fazer ouvir nestes debates, seja para defender um lado ou outro, por que se omitir nos tira o direito de reclamar na hora de nos sentirmos prejudicados, devemos lembrar a diferença de sermos "moradores" e de sermos "cidadãos"! Sou a favor de melhorar a estrutura da ilha, mas respeitando os limites éticos do respeito à natureza, topografia e bem estar da população, lembrando que isto é uma ilha e que não existe lugar super povoado que tenha um bom nível de vida, nível este que têm diminuído a passos largos a mais de uma década graças aos vereadores, prefeitos e outros que apenas visam seus bolsos.
Lembro também que a falta de imparcialidade nos leva a erros maiores ainda, a mesma imparcialidade de ditadores como Chávez, Fidel, Lênin, Stalin e outros tantos independentes de suas cores políticas.

Att.
Pablo

Márcio J. R. de Carvalho. disse...

Olá, Pablo. Contesto alguns dos pontos em seu comentário:

"Pela própria lógica do capitalismo, um empregado não pode ter um emprego com salário de escravo, já que não teria dinheiro para realizar compras e fazer o mesmo circular para as empresas e etc..."

O que você mais vê, não só no Brasil, é gente com salário escravo. O destaque maior é para países que estão em processo de abertura econômica, nem preciso dar exemplos, a mídia está cheia. O flúxo circular de mercadorias é para outra faixa de consumo, basta verificar distribuição de renda versus IPCA, e outros índices que medem poder de compra. Se a classe média pode ter um IPod Nano, e fazer girar a verdadeira economia é outra história, eles não dependem de salários mínimos. Ou você acredita mesmo que microcrédito é o mesmo que poder de compra?

"Sou a favor de melhorar a estrutura da ilha, mas respeitando os limites éticos do respeito à natureza, topografia e bem estar da população, lembrando que isto é uma ilha e que não existe lugar super povoado que tenha um bom nível de vida[...]"

Você parece mesmo estar procupado, e isso é louvável, porém basta observar o histórico demográfico versus políticas públicas para saneamento básico, hospitais, creches, escolas e transportes projetados para Florianópolis nos 10 últimos anos. É de entristecer. E está tudo publicado para consulta.

"Lembro também que a falta de imparcialidade nos leva a erros maiores ainda, a mesma imparcialidade de ditadores como Chávez, Fidel, Lênin, Stalin e outros tantos independentes de suas cores políticas [...]"

Embora você tenha usado a expressão "e outros tantos independentes de suas cores políticas", você só citou líderes de tons vermelhos. Porque você não sublima "a falta de imparcialidade" e cita alguns azuis? Quantas almas foram ceifadas ao redor do mundo pelos Estados Unidos por homens como Roosevelt, Nixon, Reagan, Bush-pai e Bush-filho? E observe que nem se tratava de um ideal totalitário mas, sim, da panaceia libertária. Quantas Almas foram escravizadas ao redor do mundo pela Inglaterra com base na civilidade inglesa? E Franco? E Salazar?

Por favor, Pablo, não subestime nossa inteligência.

Pablo E. Vigneaux Wilton disse...

Vamos lá Márcio, vejamos suas respostas:

"O que você mais vê, não só no Brasil, é gente com salário escravo. O destaque maior é para países que estão em processo de abertura econômica, nem preciso dar exemplos, a mídia está cheia. O flúxo circular de mercadorias é para outra faixa de consumo, basta verificar distribuição de renda versus IPCA, e outros índices que medem poder de compra. Se a classe média pode ter um IPod Nano, e fazer girar a verdadeira economia é outra história, eles não dependem de salários mínimos. Ou você acredita mesmo que microcrédito é o mesmo que poder de compra?"

O fato de não dar exemplos é por não estar seguro dos mesmos, não podemos falar em exemplos e não citá-los, é como acusar sem provas!
e isto sim fere a inteligência de qualquer um... Querer simplificar a distribuição de renda é no mínimo ilário, teríamos que começar com a educação das pessoas e conseqüentemente este não é um processo a curto prazo, continuaríamos com geração de empregos e etc, falamos então de um par de décadas, já que a família imediata deve fazer parte do ciclo, sem contar a dificuldade do crescimento demográfico que é outra aberração.

"Você parece mesmo estar procupado, e isso é louvável, porém basta observar o histórico demográfico versus políticas públicas para saneamento básico, hospitais, creches, escolas e transportes projetados para Florianópolis nos 10 últimos anos. É de entristecer. E está tudo publicado para consulta."

Não é louvável que eu me preocupe com a cidade onde moro, isto se chama ser "cidadão", e por que não "maduro", em democracia não se possui na cabeça a bota de um estado marxista que se dá o direito de tomar as decisões...
Não sou nativo de Florianópolis (o que é pouco importante nesta discussão) mas moro aqui a 30 anos e vi a evolução da cidade, lamentavelmente governos latinos se preocupam em estatizar o que não lhes corresponde e esquecem de saneamento e outros itens que sim são dever do estado. Mas não estamos atrás de países de índole de esquerda...


"Embora você tenha usado a expressão "e outros tantos independentes de suas cores políticas", você só citou líderes de tons vermelhos. Porque você não sublima "a falta de imparcialidade" e cita alguns azuis? Quantas almas foram ceifadas ao redor do mundo pelos Estados Unidos por homens como Roosevelt, Nixon, Reagan, Bush-pai e Bush-filho? E observe que nem se tratava de um ideal totalitário mas, sim, da panaceia libertária. Quantas Almas foram escravizadas ao redor do mundo pela Inglaterra com base na civilidade inglesa? E Franco? E Salazar?"

Sim, fui parcial! citei apenas tiranos de esquerda (e olha que faltaram), provoquei aquilo que acreditava acontecer, ovelhas se mostram lobos (espécie animal que admiro, assim como tantas outras)
Me impressiona que se pregue contra Americanos (e nos também somos) e outros... quando todos os problemas que temos são produtos de nossos povos! como existe infantis entre nos acabamos todos pagando. A propósito, se a foto e sua, não me pareces pobre e nem necessitado... quanto tempo dedica a ajudar uma familia necessitada?
ou dinheiro para caridade?
mais importante que falar é fazer o bem, não colocar a culpa nos outros e assumir nossos erros!
Bolsas de alimentos são atitudes populistas dos aproveitadores, já que se quer o bem de um desempregado você lhe ensinar uma profissão e lhe dar um emprego.

Sou apenas uma pessoa de classe média, de direita, que trabalha mais que as 8 horas diárias para ter algo a mais, ajudo animais e pessoas no que posso, e acredito
piamente que nem tudo é política, e por isto não deve ser USADO por uma esquerda totalmente parcial aos seus ideais...

Por favor, Márcio, não subestime nossa ingenuidade.

Go to work!

Márcio J. R. de Carvalho. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Márcio J. R. de Carvalho. disse...

Bem, se continuarmos, isso vai longe! Mas, paciência.

"O fato de não dar exemplos é por não estar seguro dos mesmos, não podemos falar em exemplos e não citá-los, é como acusar sem provas!
e isto sim fere a inteligência de qualquer um..."

Dois bons exemplos pra você de trabalho escravo: China e Índia. Como eu disse "O que você mais vê, não só no Brasil". O que mostra quem está verdadeiramente sendo imparcial no debate (já que estamos sob o governo Lula e você claramente já me rotulou como esquerda. esse seria seu primeiro preconceito. Exemplos? Volto a repetir: a mídia está cheia deles.


"teríamos que começar com a educação das pessoas e consequentemente este não é um processo a curto prazo, continuaríamos com geração de empregos e etc, falamos então de um par de décadas, já que a família imediata (?) deve fazer parte do ciclo, sem contar a dificuldade do crescimento demográfico que é outra aberração."

É simples assim, basta educarmos as pessoas, talvez com cartilhas de empreendedorismo do SEBRAE. Aí, todos poderão cuidar de suas vidas. Mas é claro... o crescimento demográfico é uma aberração. Dá mesmo muito trabalho educar tanta gente! Quanto à família imediata, que tal fazermos como Deus fez com Moisés? Deixe a terra prometida só para os seu descendentes!

"Não sou nativo de Florianópolis (o que é pouco importante nesta discussão) mas moro aqui a 30 anos e vi a evolução da cidade"

Se você estiver satisfeito com essa "evolução", deve ser do time que ganhou muito dinheiro com ela, não? É a única explicação para que você queira manter o status atual.

Bom, acho que aqui você se posicionou bem. Ficou bem claro sua posição:

"Sim, fui parcial! citei apenas tiranos de esquerda (e olha que faltaram), provoquei aquilo que acreditava acontecer, ovelhas se mostram lobos (espécie animal que admiro, assim como tantas outras)
Me impressiona que se pregue contra Americanos (e nos também somos) e outros... quando todos os problemas que temos são produtos de nossos povos! como existe infantis entre nos acabamos todos pagando"


Esse trecho, confesso, gostei muito:

"A propósito, se a foto e sua, não me pareces pobre e nem necessitado. quanto tempo dedica a ajudar uma familia necessitada?
ou dinheiro para caridade?..."

Um bom exemplo de clarividência (ou seria preconceito?), pena não ter uma foto sua para eu tentar o exercício como cortesia reciproca: você acertou. Não sou pobre nem necessitado. Conquistei tudo trabalhando (apesar de você me mandar trabalhar, hehe). A diferênça entre nós é bem mais do que simplesmente trabalhar ou não.

Seu segundo preconceito é achar que quem tem um pensamento de social não trabalha, é vadio, quer viver de bolsa escola. Ledo engano.

Conqueistei minha vida com o trabalho e aprendi, com verdadeiro sentimento humanitário que transcende a simples caridade (embora, já respondendo a sua pergunta, eu também a faça regularmente ajudando não só com dinheiro e alimento mas também com trabalho solidário). Mas acho que já falei demais sobre mim a um estranho.

Há muita necessidade aí fora, Pablo. O trabalho é um direito mínimo de todos. E nem todos o tem. Você já ouviu falar em desemprego estrutural? Sabe pra que serve?

Bem, é melhor eu ir mesmo trabalhar.

pois, meu emregador me paga apenas 2% do que ele fatura, e lucra 300% sobre o cliente. Essa deve mesmo ser uma forma mais imediata (um par de décadas você disse?) de compensar a miséria. Mais rápida que a distribuição de renda.

Eu não subestimo vossa ingenuidade porque vocês não são ingênuos.



Abraços.


Be Happy.

Pablo E. Vigneaux Wilton disse...

Márcio, vai longe mesmo, vejamos...

-Você fugiu totalmente do assunto, ficou mordido por não ter defesa do ponto de vista de esquerda. Seria mais sensato voltar ao ponto de que NÃO ESTAMOS de acordo com o atual plano diretor, o péssimo planejamento apenas favorece o bolso e o bem estar de políticos.
-Apelou para o pessoal, me chamando de preconceituoso!? basta ter a capacidade mínima de observação para dizer que você não é pobre!
-Me atribui pensamentos que não os tenho, já que em nenhum momento falo que estou satisfeito com a evolução da cidade (não sei se conheces o conceito de evolução, mas basta procurar no google). Quanto ao "não trabalhar é vadio", sei lá de onde tirou esta afirmação, ou está com a imaginação fértil ou faltou nas aulas de interpretação de texto...
-Percebo a costumeira relutância em escutar/ler idéias que não fazem parte da esquerda, mesmo que levem ao mesmo destino, pasmem... assim como existem comunistas que exploram trabalhadores e roubam dinheiro público (e não são poucos), existe uma preocupação da direita pelo bem estar geral!!!!
-Quer ser irônico e sarcástico, eu sei ser bem mais!!! até pela minha cultura!!! e olha que eu nem tinha notado...
-Se você está tão insatisfeito com 2% basta conseguir outro emprego... em geral é o que uma pessoa emocionalmente sadia faz!
-Percebo que para você "educar" têm a ver com SEBRAE?!?!?!?! para mim é escola e universidade... Herança é direito, ou não recebeu/receberá nenhuma ou não planeja deixar????
-A propósito, a China é comunista... e a URSS também era, assim como Cuba...
E nunca neguei a capacidade humana de ser ganancioso, desgraçadamente se aplica a algumas pessoas que se dizem capitalistas... Lembro que comentei sobre "ética", basta ler.
-Etc

Vou ficar por aqui, agora devo parar de trabalhar para mim e começar a labuta para outro, por isso não posso gastar o tempo que vou cobrar, em atividade não paga (isto seria roubo).

Te julguei mais inteligente...

Abrazos...
Buena suerte!
Be Happy too!

Márcio J. R. de Carvalho. disse...

Haha, você ficou nervoso, né? Até levou pro lado pesoal, distorcendo o significado da minha fala.

É melhor pararmos por aqui, afinal, tenho certeza, não é nosso objetivo a converção.

Você está correto. A china é comunista mesmo. Isso prova mais uma vez que digo que consciência social não tem nada com direita ou esquerda. Isso é preferência política, meu amigo. E, como disse, você me presumi comunista, esquerdista, socialista, ou sei lá o que.

Além disso, o partido comunista da China já aceita empresários. O que caracterizaria ainda mais uma discussão.

Quanto a mudar de emprego... não é tão simples assim, mas eu chego lá.

Desejo sorte a você com suas escolhas.

Abraço.

ps.: o que seria a "capacidade mínima de observação para ver" que alguém é pobre. Existe um pobrômetro?

Tudo bem, estou só brincando. Uma provocação sadia para o debate. Vou mesmo para com essa discussão.

Felicidades!

Márcio J. R. de Carvalho. disse...

ERRATA: em converção, leia-se conversão.

Pablo E. Vigneaux Wilton disse...

Márcio,

Você é patético... hahahaha
mais um resultado da castração intelectual da esquerda!
Por favor aprenda a interpretar textos e depois quem sabe voltamos a tentar conversar; o pior nem é tentar inverter a situação e sim achar que se deu bem! hahahahahah
Um dia você amadurece (queira Deus), e quem sabe aprende a observar e a pensar...
levei para o lado pessoal? leia a conversa do inicio e se tiver um pingo de bom censo vai saber quem levou para o lado pessoal! chega a ser bizonho...

Não sei a tua idade (nem vou me dar ao trabalho de estimar pela foto, vai achar que é preconceito), mas considerando que a expectativa de vida atualmente é de 70 anos (governo PT) você ainda
têm tempo para aprender algo e quem sabe merecer os 2%

Te dou o gosto de ter a última palavra, responda a vontade que nem me darei o trabalho de ler, já passei dos 7 anos de idade a muito tempo...

BOA SORTE!

Wagner disse...

Oi Sou Wagner

Recebi e li um e-mail vindo de um amigo da França que passou alguns anos aqui em Floripa.

Sou dono de empresa de turismo e acredito que os emprsários da ilha poderiam se reunir também para engrossar esta trincheira contra estes sanguessugas que acham que vão levar mais vantagem em cima dos moradores honestos deste lugar.
Gostaria de me colocar a disposição pra apoiar qualquer mobilização em defesa da nossa Ilha.

Obrigado