quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O que é prefeiturar?



Vi a propaganda do Gean na televisão e me pus a pensar sobre o seu prefeiturar. Obras e mais obras de aparência grandiosa. Postos de Saúde, Creches, asfalto. Hum... muito convincente. E aí ele diz que está prefeiturando, e que esse prefeituar é para os mais empobrecidos. Tem aí uma meia-verdade, que é a matéria prima da mentira. O prefeito está sim, prefeiturando. Mas não é para os empobrecidos. Seu governo nunca inverteu prioridades. Ele prefeitura é para os ricos: o cartel do transporte, a turma do cimento, o empresariado do turismo, o bloco do automóvel.

Prefeiturasse ele para a maioria das gentes haveria de ter feito mudanças substanciais no transporte de massa. Esse transporte desintegrado que nos tira tempo de vida, duas, três horas por dia, por conta de suas baldeações absurdas. Transporte esse criado no governo de Angela Amin, diga-se de passagem, que também prefeiturava para os ricos, garantindo ao cartel dos empresários de ônibus décadas de tranquilidade.

Prefeiturasse Gean para os menos favorecidos teria uma política de moradia, o que evitaria de as famílias terem de ocupar terrenos em ações desesperadas, para poder fugir do aluguel. Construiria casas populares, teria um plano para garantir aluguéis justos. A Angela diz que construiu mais de mil casas populares, mas não conta que elas vieram por conta de uma poderosa e dura luta das famílias da Chico Mendes, por exemplo, que arrancaram suas moradias com sangue e lágrimas. Ah, esses prefeitos que prefeituram para os ricos.

Prefeiturasse para os empobrecidos e o Gean não colocaria como prioridade a construção de uma marina, que é bonita, é legal, mas é para poucos. Enquanto  que moradia, transporte público, cultura e segurança é para toda a gente.

Prefeiturasse para a maioria, o Gean colocaria dentro dos prédios bonitos que apresenta na propaganda, as equipes de trabalho necessárias: nos postos de saúde, nas UPAS, nas Escolas Municipais. Não adianta ter o prédio se não tem gente com salário digno, com condições boas para ensinar e cuidar.

Prefeiturasse para a maioria e o Gen já teria encontrado os recursos para garantir saneamento nessa cidade que vive de turismo e que ainda não tem esgoto na maioria dos lugares. É que esgoto não é prédio. É coisa escondida. Não dá pra mostrar como um troféu. Mas, sabe onde aparece a obra do esgoto? Na cara das pessoas, na vida saudável, no sumiço das doenças, no prazer de viver nos espaços da cidade, na praia limpa. Só que isso é coisa difícil de notar e não dá voto.

Prefeiturasse Gean para a maioria e teríamos a cultura viva da nossa gente se expressando a cada dia nas ruas, nos espaços públicos, nos teatros, nas escolas. Teríamos nosso centro humanizado, com banquinhos e flores, para que as pessoas pudessem sentar na Felipe Schmidt e ver a vida passar nas cores e nos sotaques da nossa cidade. 

Ah, esses prefeitos que prefeituram para os ricos.

Eu acredito sim que prefeiturar é mesmo uma arte: é viver a cidade, conhecer cada canto, garantir espaços democráticos de decisão de prioridades como um dia já aconteceu com o Orçamento Participativo, é levar transporte onde não têm, é garantir trajetos rápidos para que as pessoas possam ganhar vida, é definir políticas de moradia, de saneamento, é realizar de verdade um Plano Diretor Participativo, com as pessoas e para as pessoas, democracia direta, participativa. Esse é meu sonho de prefeiturar e acredito firmemente que pode voltar a acontecer na cidade, como um dia foi feito com a Frente Popular. Temos essa chance outra vez. Bora aproveitar.

Vamos colocar na prefeitura um prefeito que prefeiture para todos e não só para alguns. Elson e Lino - 50


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Transporte coletivo - o que fizeram Angela, Gean e a Frente Popular?


As eleições vêm aí numa cidade que não verá debates entre os candidatos, pelo menos não nas redes de massa. Isso significa que as pessoas caminharão para as urnas praticamente sem informação, porque as campanhas políticas só falam das coisas lindas que cada candidato vai fazer. Só que uma cidade não vive só de futuro. É preciso um passo atrás, uma mirada para o passado, para que os erros não se repitam. Daí que eu quero falar sobre o transporte.

Foi no governo da Frente Popular que nasceu a ideia do transporte integrado. Era uma proposta que faria a integração entre os bairros, ligando, por exemplo, o norte ao sul sem passar pelo centro. Era uma proposta transformadora para o transporte. Mas, aí veio a eleição e ganhou a Angela Amin. Ela mudou a proposta original e criou esse monstro que temos hoje, o transporte desintegrado. Além disso criou uma série de espaços de transbordo que logo em seguida se mostraram inúteis. Dinheiro público jogado fora e um transporte que não funciona. Tudo depende do centro. Linhas curtas que realizam transbordo causando aumento no tempo da viagem, linhas longas que não se ligam com outros bairros. É uma baita confusão e um transtorno cotidiano. Quem usa o ônibus sabe.

Depois da Angela veio o Dário, que prometeu mudar tudo e não mudou. Só piorou. Depois veio o César Souza e o Gean e o transporte coletivo segue sendo o nó górdio da nossa vida. Uma tragédia diária. Ou seja, todos esses candidatos que aí estão prometendo mundos e fundos já estiveram no governo, seja como pessoa, seja como partido, e não mudaram nada. A cidade seguiu sendo governada dando prioridade aos ricos.

É por isso que os florianopolitanos deveriam dar uma chance à Frente Popular. Elson e Lino são dois urbanistas reconhecidos. E o que é isso? É uma pessoa que estuda e conhece a cidade, a cidade como espaço de vida das pessoas, dos trabalhadores. Não apenas o lugar de lazer e privilégio dos ricos. A cidade como lugar de vivência de todos.

A pergunta é: por que dar o voto a quem já esteve ali e já mostrou que não prioriza e gente? Não cuida das comunidades mais distantes, não se preocupa com o lazer das pessoas, com a mobilidade, com a moradia. Porque não apostar no novo. Se a memória for puxada até o tempo do governo do Grando - Frente Popular -  vai ser possível lembrar que foi nesse governo que os ônibus finalmente foram levados aos morros, foi nesse governo que aconteceu o orçamento participativo, no qual os bairros decidiam as obras que necessitavam. Nesse governo houve uma real inversão das prioridades e os trabalhadores, os empobrecidos, tiveram vez e voz. Por que então não apostar na Frente Popular, que já fi poder e tantas coisas boas fez?

Só uma busca rápida na memória e a gente vê que já teve um momento de mudança na cidade e que esse momento foi definido por um governo de Frente Popular. Já os demais, que também já experimentaram o poder, sempre fizeram mais do mesmo: tudo para os ricos e restos para a maioria.

É tempo da gente fazer acontecer a cidade que queremos. A cidade onde cada um de nós possa viver feliz. Mas isso não vai acontecer colocando os representantes dos ricos no poder. Há que ser o povo que está aí na luta com a gente desde sempre, sem nunca esmorecer.

Bora votar 50 para prefeitura. As coisas vão mudar. Não apenas no transporte, mas em tudo, como um dia mudou...