segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

“Escola das Américas”, dirigido por John Smilhula

A partir de entrevistas com diversas autoridades, o cineasta Smilhula revela o funcionamento do centro de treinamento, por onde passaram mais de 62 mil oficiais militares latino-americanos, entre os quais torturadores que violaram direitos humanos em países como Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. O filme conta a história desse centro de especialização de técnicas de tortura, desde sua criação no Panamá, em 1946, até a transferência, em 1977, para o Fort Benning, na Geórgia, onde recebeu a denominação de Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica.

O documentário traz também comentários de Noam Chomsky, Eduardo Galeano, Michael Parenti e outros, sobre a política externa americana na América do Sul e América Latina, abordando a militarização, globalização, segurança nacional e o chamado terrorismo internacional. Apresenta depoimentos pessoais de vítimas da violência e da repressão na América Latina e levanta questões e preocupações referentes aos verdadeiros objetivos da política externa americana na América do Sul e Latina.

Co-produzido por Andrés Thomas Conteris que por mais de 25 anos viaja através das Américas do Sul e Central em luta pela proteção de Direitos Humanos na região e contra as estratégias americanas de desestabilização política da região. Em Janeiro de 2005, recebeu o prêmio de Direitos Humanos pelas organizações de Honduras pelo seu trabalho denunciando o envolvimento de oficiais e políticos americanos nos esquadrões da morte em Honduras.

Em 2007, Conteris compareceu a Reunião do Senado americano para protestar contra a confirmação de John Negroponte como vice-Secretário de Estado. John Negroponte era no referido período Vice-Secretário de Estado, o segundo no comando de Condoleezza Rice no Departamento de Estado ds EUA. Seu cargo anterior no governo Bush havia sido o de Diretor de Inteligência Americana.

A participação de Negroponte na América do Sul e Central está diretamente ligada as atividades dos esquadrões do chamado Projeto Condor, responsável pelo assassinato de centenas de participantes de movimentos de esquerda na região. Também ligado a Escola da Américas, onde são treinados paramilitares envolvidos na tortura e assassinato de dissidentes. Recentemente a Escola das Amíricas mudou seu nome para “The Western Hemisphere Institute for Security Cooperation”.
Contribuição de Telma Alencar (Canadá).

http://historiaemprojetos.blogspot.com/2009/02/documentario-escola-das-americas.html

2 comentários:

Cristiano disse...

O capitalismo e a acumulação são realmente uma droga. A lógica do capital produz e desenvolve computadores, blogs e essas coisas terríveis que permite às pessoas que não gostam do capitalismo escreverem para o mundo todo reclamando do...capitalismo.

elaine tavares disse...

Caro Cristiano, estas novidades não são fruto do "capitalismo". Elas são fruto do trabalho socialmente produzido pelos trabalhadores, no geral explorados pelos sitema. Se houvesse outro sistema, os trabalhadores também poderiam chegar a estes novidades...