quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Intervenção dos EUA: mais do mesmo


Já conhecemos esse roteiro velho. A Venezuela vivenciou por anos. E é sempre bom lembrar. Quando Maduro ganhou, de maneira legítima, as eleições no país, os Estados Unidos decidiram não reconhecer. Usando o mesmo mantra de “foram fraudadas”, colocaram o governo eleito em suspeita, iniciando um brutal ataque contra a população. E o mais grave, até o Brasil de Lula sustentou essa farsa, não reconhecendo Maduro como presidente legítimo. Como na Venezuela a toada estadunidense não fez efeito, os Estados Unidos decidiram criar uma guerra econômica contra o país, colocando o povo venezuelano em situação de fome e de desespero, por conta do desabastecimento. Eram filas quilométricas para comprar produtos básicos. Um terror. Mas, também não conseguiram dobrar a fibra da gente da Venezuela. Foi então que decidiram criar um fantoche, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente legítimo e andou pelo mundo sendo recebido como autoridade. Uma vergonha planetária, um mico mundial, pago sem pejo pela maioria dos governantes. Guaidó ainda torrou boa parte dos recursos da Venezuela que foram roubados pelos EUA. E ainda assim, obviamente, nunca foi reconhecido pela população. Maduro governou, enfrentou e venceu mais uma eleição. Só caiu porque foi sequestrado e, de novo, sob o silêncio obsequioso dos governantes mundiais, inclusive o Brasil.

Agora o filho número um foge do país, com a ajuda dos governos da Argentina e dos EUA, entra nos EUA como “exilado” (o que por si só é uma vergonha) e se proclama líder da oposição numa carta ridícula. Mico mundial também. Trump já andou se manifestando dizendo que as eleições no Brasil foram estranhas. Cínico. Estranha é a farsa eleitoral estadunidense. Sabe lá deus o que fará a partir de agora.

Na mídia comercial brasileira as manchetes que dançam sob nossos olhos falam de um Flávio “seguro e descansando nos EUA”. Seguro? Descansando? Quando que a vida dele esteve em perigo no Brasil? Eles são o perigo. A lequinagem midiática não tem fim. 

Bom, Guaidó circulou como “presidente legítimo” por muitos anos e embolsou muita plata. Resta saber o que vai acontecer com o nosso fantoche. Como já sabemos, não dá pra brincar com os Estados Unidos. A farsa do exílio e da perseguição é jogada conhecida, mas não significa que não renda frutos. Há que estar atento e forte.


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