No último sábado, dia 07 de setembro, a Rádio Comunitária Campeche celebrou a inauguração do estúdio novo, um espaço de mais qualidade para a transmissão da voz da comunidade. Também festejou os 20 anos de existência com a apresentação de um vídeo que conta um pouco dessa história. Durante todo o dia os braços comunitários já se preparavam arrumando o cenário da festa. Coisa simples, mas delicada. Bancos, mesas, barracas, fios, tudo foi se constituindo. No final do dia foram chegando as gentes com suas sacolas. Um pão, uma geleia, uma pasta, um bolo, um salgadinho, refrigerante, vinho, cerveja, café. Cada um trazia um pedaço de si para compartilhar. Isso chama-se comunhão. Quando tudo já estava ajeitado e a mesa farta, foi a vez de olhar cada rosto que ali se juntava para celebrar conosco mais um passo na luta popular e comunitária. Velhos lutadores sociais, companheiros fundadores da rádio, pessoas do bairro que simplesmente gostam da rádio, juventude, militantes das lutas populares, sindicalistas, companheiros da mídia independente, gente que chegou ontem e que já se juntou ao projeto, enfim, rostos de pessoas que sabem dar valor ao trabalho que se faz de maneira solidária e conjunta. Rostos de companheiros e companheiras. Quando tudo se armou para ver o filme dos 20 anos, o sentimento era de muita alegria. Porque ali estavam, reunidos sob o céu emburrado, as pessoas mais importantes da luta comunitária dessa cidade. Gente que nunca esmoreceu, nem nos piores momentos, gente que se manteve firme na luta e na parceria com a nossa rádio que nasceu para isso mesmo, ser o espaço onde a voz das lutas sociais do bairro e da cidade pudessem se expressar. E quando da tela grande foram pulando as caras dos fundadores da rádio, dos que deram o pontapé nesse projeto lindo, não foi possível controlar as lágrimas. Essas pessoas tornaram possível que, mesmo no meio da mais dura realidade social, outras pessoas pudessem caminhar, soltando a voz, informando, noticiando, criando conhecimento. Naquele burburinho de gente pudemos constatar: isso é comunidade! Pessoas que se juntam para construir um tempo melhor, um lugar melhor. Tem-espaço, sentipensar. A Rádio Campeche, comunitária e livre agradece a presença de toda a gente que veio festejar, e também aos que não vieram, mas mandaram suas energias. Quem participou levou junto um tijolinho de adobe, presente nosso, para que saibam sempre que são, tal como o tijolo que sustenta a rádio, sustentáculo de toda essa proposta generosa de comunicação popular. Obrigada pessoal. Foi, como sempre, uma linda festa comunitária.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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