Conheço um educador que foge do senso comum. Seu caminho é o das estrelas e do profundo respeito pelas crianças e suas reais demandas. E nisso é inflexível: criança tem de brincar, tem de imaginar, tem de sonhar, tem de inventar. E a escola precisa ser o espaço onde tudo isso é possível. Na sua prática cotidiana, em uma escola de primeiro grau, ele concretiza essas ideias e ações que já explicitou em palavras nas suas pesquisas de mestrado e doutorado. E trata a criança como um nascedouro de belezas, que precisa ser estimulado a criar, a sonhar e a realizar. Sua figura já é um chamado ao lúdico, ao riso bom, ao caminho que desvia da mesmice e da obediência. Ele é ser que desaloja, que desloca, que tira do lugar. Por onde anda, carrega suas tendas coloridas, seu bonecos, sua meninice saltitante. E todos os dias quando chega à escola tem uma novidade para seus alunos, que o esperam como quem espera o mago das montanhas. Tudo nele é mágico e belo. Impregnado de América Latina e de brasilidade ele vai esgrimindo essa vida cheia de gente triste, de misérias e solidões. Hoje, ele apareceu de gnomo de jardim e nas suas adoráveis brincadeiras vai educando, incitando à partilha, à solidariedade, ao amor e à alegria. A vida tem sentido com ele. Ele nos resgata da adultice. E eu o amo por isso.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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