Sempre guardarei nas retinas aquele a quem Leonard Nimoy deu vida. Spock. Um vulcano, meio humano. Na vida real, Nimoy era nascido em Boston, num bairro judeu, de imigrantes ucranianos. Daí seu nome russo. Começou cedo, no teatro, aos oito anos de idade e fez várias coisas no cinema até chegar ao personagem Sr.Spock, que marcou a sua vida e a nossa. Eram os tristes anos 70 no Brasil e a séria Jornada nas Estrelas passava no final da tarde. Ali, colocávamos nossas tristezas de lado e vibrávamos com as aventuras da nave interestelar Intrerprise, indo até onde ninguém jamais esteve. A fronteira final. A série trazia temas novos para a época. A relação com os diferentes, os casamentos inter-raciais, a luta contra preconceito, a capacidade de enfrentar o novo, a construção da paz. Tanta coisas. O capitão Kirk era o herói, mas Spock roubava a cena, e isso foi até motivo para algumas ciumeiras entre os atores. Spock era o lógico, o racional, o científico, mas sua metade humana era capaz das coisas mais bonitas. Momentos de profunda ternura, demostração de fervorosa amizade, companheirismo e amor. Spock era o sonho da gente. Eu mesma o amava mais que tudo e quando a série acabou segui seus passos. Hoje, tenho alguns dos episódios em DVD, aos quais recorro sempre que estou vazia. Os cenários de uma singeleza imensa, feitos de isopor e papelão, e todas aquelas histórias de seres de outros mundos, com os quais sempre parece ser possível se relacionar. Tirando, é claro, o caráter ideológico da indústria televisiva estadunidense, Spock ultrapassa tudo. Ele é o ser com o qual qualquer um de nós gostaria de compartilhar a vida. Sempre um exemplo de amizade, lealdade, cindido entre a razão e a emoção. E, mesmo com sua expressão fria, seu leve arquear de sobrancelhas deixava sempre claro qual o caminho a seguir: a emoção, segura e vital. Seu profundo amor por Kirk, seu carinho pelo dr. Mac Coy, seu respeito pelo transloucado Sr. Scott. Passe o tempo que passar sempre carregarei a doce lembrança desse amado personagem. De olhar firme, jeito esquisito, capaz das mais ousadas ternuras. Parte do meu mundo. Hoje, o homem que deu vida a esse improvável vulcano encantou. Foi- se para o reino da energia pura. Mas Nimoy é um desses que nunca morrem. Vive para sempre nas nossas retinas e nas daqueles a quem o apresentamos, como é o caso da nova geração hoje devora os episódios do Star Treck, que o conhece e o ama pelos nossos olhos. Vida longa e próspera, dizia Spock, a moda de cumprimento. E foi assim com Leonard. Viveu longo e próspero. E nos encheu a alma de belezas. Cumpriu um lindo destino. Feliz fui eu que pude desfrutar. Valeu Nimoy. Descansa no cosmo infinito, nos braços da luz!!! Nós seguiremos nossa jornada, até o encontro ...
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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