A vida é mesmo uma coisa mágica. Vivo isso todos os dias com meu pai. Aos 86 anos ele agora vive uma fase de esquecimentos. Mas, ao mesmo tempo, surpreendentemente, ele também aprende coisas novas. Durante toda sua vida nunca foi uma pessoa preocupada com o ambiente. Nunca teve isso isso incorporado ao seu viver. Homem comum, trabalhador, da casa para o trabalho, honesto e cumpridor. Agora, vivendo na minha casa, ele passou a observar os costumes da nossa vida. Temos uma vida simples e regradinha nos cuidados com a Pachamama. Lixo reciclado, plástico com plástico, lata com lata, papel com papel. Temos também um bom pomar e uma composteira que produz minhoca e terra boa. Observando, ele reparou que todo o material orgânico a gente deposita lá no fundo, perto da horta, e passou a fazer disso também a sua rotina. Dia desses levei pra ele uma banana, para que comesse antes de dormir. Já era umas nove e meia da noite. Ele agradeceu e eu sai. Dali a pouco o vi passar pela cozinha em direção ao pátio, com seu passinho arrastado e levinho. Carregava a casca de banana na mão. - Onde vai, pai. Já é noite! - Vou colocar a casca lá onde tem que ser. E se foi pelo escuro na direção da composteira. Pois agora ele faz dessa prática um ritual sagrado. Guarda todas as casquinhas para espalhar no lugar das minhocas. E volta feliz, fazendo o sinal de positivo.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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