Eleição não muda o mundo, o que muda o mundo é a gente em luta, luta real, na vida mesma. Mas, ainda assim, eleição faz parte da grande luta, por isso não podemos negligenciar. Temos acompanhado o Congresso Nacional, um espaço no qual os deputados e senadores eleitos não representam os trabalhadores, a maioria da população. Ali se formam grupos, bancadas, que representam interesses bem específicos: os do capital. Sejam a da bala, do boi ou da bíblia, todas afinadas com o sistema capitalista de produção, com os ricos, com os patrões. Vivemos em 2016 um golpe parlamentar, com um congresso cuja cara é feia demais. E para essa eleição, grande parte dessa cara quer se reeleger. Por isso, o voto para deputado federal tem um peso grande. Temos de ampliar a bancada dos trabalhadores, dos que defendem os interesses da maioria da população e não de grupos econômicos, Em Santa Catarina muitos são os nomes bons para enfrentar a luta em Brasília. Pessoas de valor, que respeito demais. Mas, o voto é só um e temos de escolher. Decidi então colocar minha esperança numa pessoa a qual conheço desde há décadas e com quem caminho nas principais lutas que travamos aqui: Lino Peres. Lino tem sido vereador em Florianópolis, realizando um trabalho extraordinário, abrindo as portas do gabinete e da vida para temas que dizem respeito à maioria das gentes da cidade. A moradia, o negro, as religiões de matriz africana, o transporte, a saúde, a comunicação, a educação, tantas coisas... Ele é um homem da cidade. Ele ama e entende a cidade, nas suas belezas e seus conflitos. E, quando falamos cidade, não queremos dizer apenas essa, a cidade onde ele vive, Florianópolis. Ele conhece em profundidade a lógica do urbano, esse espaço gigante de diversidade, de pessoas, paisagens, naturezas e organizações comunitárias. Professor da UFSC, no curso de Arquitetura, durante uma vida inteira tem discutido apaixonadamente o modo de vida urbano, circulando pelas veias da cidade como um peixe no mar, apontando os equívocos, encontrando espaços de beleza e transformação. Sua principal proposta é a organização das gentes e é nisso que tem depositado sua força e sua confiança. Com ele em Brasília, debatendo a cidade em nível nacional, esse é o bonde que vai andar, e vai andar bem. Imaginem um cara como o Lino na Câmara Federal fomentando a organização comunitária e popular o tempo todo, em nível nacional? Atuando na estrutura, girando a máquina do cimento que segura e consolida o processo de participação comunitária na vida das cidades. O Lino em Brasília é espaço de articulação de um poder verdadeiramente popular. Eu acredito piamente nisso. E já o vejo, célere e risonho pelos corredores, sempre apressado, sempre apressado, porque a felicidade é pra hoje. Quem já andou por aí com o Lino Peres sabe da sua infinita paixão pela cidade, pelas gentes, pela alegria, pela participação, pela comunidade. O Lino é um homem de aldeia, só sabe viver em comunhão. E, para ele, a cidade é o mistério revelado. Por isso, com ele, eu vou. Para federal, 1333
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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