Todas as minhas referências são do campo. Minha infância, com meus avós maternos, vivida no interior de Uruguaiana entre cavalos, vacas, ovelhas, sangas, rios caudalosos, passarinhos, porcos, galinhas e a imensidão do arroz, sempre foi vereda para minhas escolhas. Mais tarde, o encontro com o MST fortaleceu todos esses sentimentos e realidades da vida no campo. Por isso, ao longo da vida, nas eleições, sempre votei em candidatos que representam os trabalhadores rurais, os pequenos camponeses, essa gente feita de ferro, doçuras, trabalho e ternura pela vida. O campo não sai de mim. Em Santa Catarina já tivemos a presença do Vilson Santin como deputado estadual, um homem extraordinário, que honrou nosso voto todos os dias em que esteve ali na casa legislativa. Teve o Furlanetto, outra figura querida e batalhadora. Agora, temos o Padre Pedro Baldissera, que faz um trabalho maravilhoso por esse interior, organizando as gentes, investindo na comunicação popular. Orgulho-me de, por tantas vezes, caminhar com ele na construção de algumas dessas ideias. Penso que o voto nele é uma decisão das mais acertadas para toda a gente que vive nesse grande estado de Santa Catarina. Mas, apesar de amar o Padre Pedro e tudo o que ele representa, esse ano, vou votar numa pessoa da cidade. Uma guerreira urbana que sempre me emocionou por sua fortaleza e compromisso com os trabalhadores. Conheço-a há anos e não me lembro de qualquer luta nessa cidade na qual ela não estivesse com sua presença gigante e poderosa. O trabalho que ela tem realizado como sindicalista da área da saúde, a batalha que sempre deu na luta dos praças catarinenses, a luta pelo SUS, pelo HU público, pela universidade, pela educação, seu compromisso com os trabalhadores, tudo isso a habilita para um mandato extraordinário. Assim que aos meus amigos do campo peço o voto no Padre Pedro Baldissera (PT), e aos da cidade peço o voto para Edileuza Fortuna (PSOL). Tenho a mais plena confiança de que se eleito, o Padre Pedro seguirá cumprindo essa jornada bonita no interior, e nós, da região de Florianópolis, que quase nunca elegemos um representante, teremos em Edileuza um pilar seguro de luta e resistência, de presença concreta na luta dos trabalhadores. Que tenhamos sorte...
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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Um comentário:
si, sim, muita suerte, obrigado, msaludos
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