Já vi muita gente tripudiar sobre a “felicidade” que as pessoas exibem nas redes sociais. Não poderia ser diferente. A vida da gente é ordinária, absurdamente ordinária. Trabalhamos demais, passamos tempo demais no trânsito, dentro do busão, lavamos roupa, limpamos casa, resolvemos problemas com encanamento, arrumamos o lixo. Choramos nossas pitangas, brigamos com a família, temos acessos de pânico, arrancamos os cabelos com ódio e raiva, sentimos medo. Mas, nossa vocação real é para beleza. Não a alcançamos por conta das condições materiais e históricas. Por isso, talvez, as postagens “felizes” sejam constantes. É a beleza sonhada, almejada, o ainda-não. Esses átimos de alegria com os amigos, com o gato, com a família. Átimos, segundos estelares. Então, congelamos e repartimos como se disséssemos: que seja assim para sempre. Somos, indefectivelmente, buscadores da beleza. Essa coisa etérea, sempre tão distante... Então, deixa as gentes exercitarem essa hora, que chegará... Porque estamos em luta!
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
Redes Sociais
Rádio Comunitária Campeche
Artigas
o general dos povos livres
Sempre na Memória
Marco Temporal Não
Vida plena para os povos originários
Programa Campo de Peixe
sábados - 11h - Rádio Campeche
Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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