Foi no ano passado, na Argentina. Uma garota de 16 aos foi drogada, estuprada, morta e empalada por dois homens, um de 40 e poucos anos, e outro de 23. A violência do caso levantou as mulheres argentinas que realizaram uma marcha gigantesca para denunciar todo o terror que ainda vivem as mulheres naquele país. Mas, a morte de Lucía Pérez também acabou por levantar o véu da violência e da brutalidade que se abate sobre as mulheres em todo o mundo. Desde aí começou a ser articulado esse 8 de março de 2017. A intenção é realizar uma greve mundial de mulheres. Uma parada global para que a sociedade pense sobre o que acontece cotidianamente na vida das mulheres em cada canto desse planeta. Uma violência que não é apenas sexual, como no caso de Lucía, mas também é política, cultural e econômica. A mulher sofre com o abuso físico, com o assédio sistemático, com a falta de liberdade para decidir sobre seu corpo, com salários menores do que o dos homens, com a tripla jornada, com o preconceito. É uma lista interminável. Assim, que nesse 8 de março cada cidade, cada país, cada espaço do globo vai viver seu momento de parada para refletir sobre a situação da mulher. E, no âmago de todos esses dramas particulares, a certeza de que é o sistema capitalista o principal inimigo a ser combatido. Por isso, a parada envolve tantas pautas de luta. No Brasil, por exemplo, uma das lutas mais importantes é a que se trava contra a reforma da Previdência que está sendo engendrada pelo governo Temer, a qual exige que a pessoa trabalhe 49 anos seguidos para conseguir garantir uma aposentadoria integral. Contra isso, as mulheres vão se manifestar. Também as mulheres camponesas levantam suas foices contra o agronegócio, e as mulheres indígenas vão às ruas pelo território, as mulheres trabalhadoras urbanas por salários dignos. Cada segmento com sua bandeira, mas todas irmanadas na luta contra um sistema que é, por essência, violento e opressor. O 8 de março se ampara na luta histórica das mulheres operárias que foram queimadas, trancadas dentro da fábricas, onde lutavam por uma jornada menor, na batalha das socialistas que brigaram pelo direito ao voto, na jornada de cada companheira que ousou levantar a voz e o braço contra o sistema patriarcal. Mas, para além do passado, assoma também na solidariedade às mulheres que hoje lutam nas ruas, nas guerras fabricadas pelo capital, nos locais de trabalho, espaços de opressão, e se acomuna com as que erguem a voz para questionar, protestar e elaborar novas liras. Em Florianópolis, a movimentação começa já às 6h da manhã, com várias atividades no Centro da cidade, culminando com uma marcha às 19h. Será um dia de luta, como nunca se viu. E o planeta inteiro vai tremer. Confira a programação: 06h30 às 9h: Panfletagem e entrega de fita lilás e apitos no Ticen. 9h às 18h: Tenda do 8MBrasilSC no Largo da Alfândega: TRIBUNA LIVRE para mulheres, debates, exibição de vídeos, atividades artísticas, atendimento com profissionais de saúde e do direito. Informações sobre a Reforma da Previdência. 12h30: APITAÇO MUNDIAL DAS MULHERES! 13h: Concentração e ATO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA em frente ao INSS da Rua Felipe Schmidt, com mulheres do campo e da cidade, seguida de panfletagem nas ruas e lojas do Centro. 17h: Tenda do 8MBrasilSC no Largo da Alfândega: Assembleia de mulheres para leitura e aprovação do Manifesto 8MBrasilSC. 18h: Concentração no TICEN para a Marcha das Mulheres em Florianópolis, com saída às 19h.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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