A exploração do planeta promovida pelo sistema capitalista de produção não tem freio. É como uma praga que tudo devasta. E a cada dia novas notícias sobre extinção desta ou aquela espécie mostra o quanto o planeta está em desequilíbrio. Na semana passada membros da comunidade científica alertaram que é a vez de as girafas - esses lindos seres gigantes - entrarem em risco de extinção. Segundo notícia divulgada no sítio Democracy Now, as girafas já diminuíram quase 40% nos últimos 30 anos. Quem denuncia é a União Internacional para a Conservação da Natureza, a qual insiste que a girafas enfrentam uma extinção silenciosa. A mesma instituição confirma que a diminuição do número de girafas é parte de uma extinção massiva global em curso que poderá fazer desaparecer até dois terços da fauna selvagem do planeta antes mesmo que chegue o ano de 2020. O ser humano (ou uma pequena parte da raça), na sua insaciável fome de dinheiro levará o mundo ao colapso. Sem habitats capazes de garantir comida e vida plena, os animais vão sumindo. Infelizmente, o homem, ao que parece, será o último a desaparecer. Antes, colapsará o planeta. É justamente por isso que o movimento indígena que hoje se levanta em toda a América Latina, mas também em outras partes do mundo, é talvez o único espaço de compreensão sobre o que se passa com o planeta. Os indígenas reivindicam o equilíbrio na relação humano/natureza e nos dias atuais são os que mais batalham contra o processo desenfreado de destruição. Não é sem razão que são as comunidades indígenas e tradicionais as que travam as lutas mais duras com o agronegócio e a mineração, os dois mais lesivos modos de uso da terra na atualidade. Por isso que a luta na defesa dos animais tem de passar, necessariamente, pela compreensão de que é o sistema capitalista de produção o responsável por toda essa destruição. Sem um ataque frontal a ele, de nada valerão os gritos de "salvem as girafas". Elas só poderão se salvar se todos lutarmos juntos contra essa forma de produzir mercadorias que põe em risco toda a vida.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
Redes Sociais
Rádio Comunitária Campeche
Artigas
o general dos povos livres
Sempre na Memória
Marco Temporal Não
Vida plena para os povos originários
Programa Campo de Peixe
sábados - 11h - Rádio Campeche
Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
Moda Inviolada: uma história da música caipira
-
O livro que publiquei em 2006 com minha pesquisa sobre como a música
caipira se transformou na música "sertaneja" ainda está disponível e pode
ser adquiri...
-
*EMANUEL MEDEIROS VIEIRA*
*Salvação - Alameda dos Amigos Mortos*
*SALVAÇÃO*
Por *Emanuel Medeiros Vieira*
“*O tempo é a espera de Deus que mendiga no...
Nenhum comentário:
Postar um comentário