Reproduzimos aqui o texto de Rui Fernando da Silva Neto, que é jornalista e filho de um dos militantes sociais que lideraram a ocupação Amarildo, nascida em dezembro de 2013, na região de Canasvieiras. A ocupação, que desnudou a situação de grilagem de terras na ilha de Santa Catarina, acabou deslocada para outro lugar, mas as lideranças respondem a processo pelo movimento.
"Já não bastasse estar assistindo ao primeiro golpe de estado do século XXI no Brasil- que foi aquela demonstração de subserviência, mediocridade e muita cara de pau dos Congressistas brasileiros ao impedirem a Presidenta Dilma Rousseff – o militante social catarinense Rui Fernando, 52, foi surpreendido por um telefonema que parecia piada. Não era. Registrado nas chamadas do celular no exato momento em que Dilma era despachada pela lateral, a Polícia Federal estava na linha e o intimava para um depoimento em determinado inquérito, o que foi realizado na tarde desta terça-feira, 7 de junho de 2016, na presença do delegado da Polícia Federal Arli Luis.
Acompanhado da advogada Dra. Luzia Maria Cabrera, OAB-SC, Rui, em suas respostas declarou que é militante social desde 1985, quando era sindicalista, que em 2005 militou no Movimento Passe Livre – Fpolis, que militou no MST/SC em 2007, que foi um dos Coordenadores do Movimento Amarildo a partir de 2013. Que nunca foi profissionalizado por qualquer organização. Que milita por convicção.
Pois é, o Rui é meu pai, e mobilizou milhares de pessoas na luta por Terra, Trabalho e Teto em Florianópolis nos últimos anos. Esta mobilização denunciou que quase 9 milhões de metros quadrados estavam grilados, ou seja, estavam sendo roubados no norte da Ilha do Desterro, ops Floripa, ou melhor, da Especulação imobiliária. Estas terras que o Movimento Amarildo ocuparam de 16 de dezembro de 2013 até 15 de abril de 2014 foram comprovadamente assumidas como pertencentes a República do Brasil e devolvidas. Isto mesmo, devolvidas. Assim como devolveram os terrenos da beira mar para o Patrimônio da União, os especuladores imobiliários do norte de Florianópolis perderam suas matrículas e suas pretensões de resortes, condomínios e campo de golf. Senadores e deputados catarinenses (Dário e Amin) também levaram ao pleno do Congresso uma lei que pretendia regularizar para grileiros as ilhas de Santa Catarina, do Brasil todo, e principalmente do patrão destes aqui, que é proprietário de ilhas caribenhas em pleno Maranhão, o velho Sarney. Não regularizaram. Golpearam.
Assim, nós vemos as forças conservadoras reagirem à organização popular de um mandato de presidência da república, de uma ocupação de terra aqui e em Goiás, onde estão presos os companheiros por se organizarem no MST.
O inquérito policial contra o Rui continua, nossa aflição e nossa luta também.
Um abraço pra quem luta e compartilha
Rui Fernando da Silva Neto"
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
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Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
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