Os trabalhadores da prefeitura municipal iniciaram ainda em janeiro sua campanha salarial para 2016. Após algumas reuniões na tentativa de encontrar caminhos viram todas as portas da negociação fechadas pelo prefeito César Souza Jr. Discutiram e apontaram estado de greve. Ainda assim, nada de negociação, então, não tiveram outra alternativa que não fosse parar as atividades. A greve foi deflagrada no dia 03 de março. Muitos acordos da greve passada - um movimento histórico para a cidade - ainda não foram cumpridos e novas demandas se apresentam. Mesmo assim, o prefeito prefere seguir surdo aos pedidos de negociação. E mais, incapaz de dar respostas às demandas, prefere o caminho vil de criminalização do movimento, avisando que já entrou na justiça para tornar ilegal a greve. Nessa segunda-feira uma grande assembleia foi realizada e os trabalhadores decidiram continuar paralisados, exigindo uma mesa de conversa. Em passeata foram até o prédio das secretarias no qual foram chamados pelo secretário de administração. Mas, a conversa foi frustrada com a proposta de só conversar se a greve acabar. Os trabalhadores insistem em negociar, mas não estão dispostos a aceitar cortes nas verbas para o serviço público nem para os salários. Entendem que a prefeitura arrecada muito no verão, com o turismo e ainda recebeu mais uma bolada com o aumento escorchante do IPTU. "Para onde vai o dinheiro?", perguntam, e querem que haja mais investimento nos serviços de atendimento á população. A greve continua. Hoje, os trabalhadores fazem ações nos bairros da cidade, buscando conversar com a população, explicando os motivos da paralisação. Mobilizando milhares de pessoas, o Sindicato dos Municipários - Sintrasem - tem mostrado um vigor incomum dentro do sindicalismo atual. Guerreiros incansáveis seus diretores são referência para a categoria, que confia e constrói junto a luta por direitos. Bonito de ver a mobilização dos trabalhadores públicos. Bonito de se ver o trabalho classista do Sintrasem.
Elaine Tavares. Jornalista. Humana, demasiado humana. Filha de Abya Yala, domadora de palavras, construtora de mundos, irmã do vento, da lua, do sol, das flores. Educadora, aprendiz, maga. Esperando o dia em que o condor e a águia voarão juntos,inaugurando o esperado pachakuti. Contato: eteia@gmx.net / tel: (48) 99078877
Redes Sociais
Rádio Comunitária Campeche
Artigas
o general dos povos livres
Sempre na Memória
Marco Temporal Não
Vida plena para os povos originários
Programa Campo de Peixe
sábados - 11h - Rádio Campeche
Jornalismo de Libertação
Este é o pressuposto teórico básico do jornalismo praticado pela autora deste blog. Seguindo a senda da Filosofia de Libertação, que busca olhar o mundo a partir do olhar da comunidade das vítimas do sistema capitalista, o jornalismo de libertação se compromete em narrar a vida que vive nas estradas secundárias, nas vias marginais. O jornalismo de libertação não é neutro nem imparcial. Ele se compromete com o outro oprimido e trata de, na singularidade do fato, chegar ao universal, oferecendo ao leitor toda a atmosfera que envolve o assunto tratado. (Jornalismo nas Margens. Elaine Tavares. 2004)
Moda Inviolada: uma história da música caipira
-
O livro que publiquei em 2006 com minha pesquisa sobre como a música
caipira se transformou na música "sertaneja" ainda está disponível e pode
ser adquiri...
-
*EMANUEL MEDEIROS VIEIRA*
*Salvação - Alameda dos Amigos Mortos*
*SALVAÇÃO*
Por *Emanuel Medeiros Vieira*
“*O tempo é a espera de Deus que mendiga no...
Nenhum comentário:
Postar um comentário